A sessão extraordinária para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi marcada por ofensas, desrespeitos e bate-boca entre ministros e expôs uma crise institucional no STF (Supremo Tribunal Federal). Na avaliação da analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, a única figura que se comportou com equilíbrio e dignidade durante o episódio foi a ministra Cármen Lúcia, descrita como “o único adulto na sala”.
A sessão e o comportamento dos ministros
A sessão do STF foi marcada por ataques e ofensas trocadas entre os ministros, enquanto Cármen Lúcia permanecia em silêncio, ouvindo os colegas. Quando chegou o momento de se manifestar, ela foi breve, em contraste com as longas e acaloradas intervenções dos demais.
Segundo Clarissa Oliveira, “a ministra Cármen Lúcia visivelmente usou esse pedido de desculpas para dar uma bronca elegante nos colegas, porque obviamente não cabia a ela ali assumir a responsabilidade sozinha pelo que estava acontecendo no plenário do Supremo Tribunal Federal”.
Um dos momentos da sessão foi marcado pela interrupção de Cármen Lúcia pelo ministro Flávio Dino, justamente no instante em que ela fazia sua manifestação.
A analista, no entanto, ponderou que “o presidente do Supremo Tribunal Federal não é chefe dos seus colegas de Corte”, ressaltando que existe uma paridade hierárquica entre os ministros, independentemente de quem ocupa a presidência.
Credibilidade do STF em xeque
Para Clarissa Oliveira, o saldo da sessão é grave. “O balanço do plenário do Supremo Tribunal Federal ontem é realmente algo que conflita com o bom senso no que se espera na atuação de magistrados”, afirmou.
A analista destacou que o episódio não é inédito, mas que desta vez o STF escalou para um patamar que expõe o Brasil internacionalmente. “A gente está falando de um julgamento que minou a credibilidade do Supremo Tribunal Federal para o mundo todo, sendo que a gente sabe que o motivo disso é o plano de fundo eleitoral”, concluiu.
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